segunda-feira, 10 de agosto de 2009

20 anos sem o Raulzito

Raul Santos Seixas (Salvador, 28 de junho de 1945 — São Paulo, 21 de agosto de 1989)

20 anos sem o Maluco beleza!
Um homem que fez a história do Rock no Brasil e no mundo.
Um maluco que fugiu de todos os seus princípios. No passagem dos anos 60 para os 70, auge dos novos baianos, surgiu esse cara com canções revolucionárias que não eram aceitas pela sociedade da época.
O Maluco beleza.
Assim era conhecido o Raulzito que de certa forma, só foi ter sucesso e "fama" após a sua morte.
Eis o porque desta minha afirmação.


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"Canto do cisne"

O último disco lançado em vida foi feito em parceria com Marcelo Nova, intitulado A Panela do Diabo, que foi lançado pela Warner Music Brasil um dia após sua morte. Raul Seixas faleceu no dia 21 de agosto de 1989, aos 44 anos. Seu corpo foi encontrado às oito horas da manhã, pela sua empregada, Dalva. Foi vítima de parada cardíaca: seu alcoolismo, agravado pelo fato de ser diabético, e por não ter tomado insulina na noite anterior, causaram-lhe uma pancreatite aguda fulminante. O LP A Panela do Diabo vendeu 150.000 cópias, rendendo ao Raul um disco de ouro póstumo, entregue à sua família e também a Marcelo Nova (parceiro de Raul, com quem gravou o LP), tornando-se assim um dos discos de maior sucesso do eterno Maluco Beleza.

"Após a morte"

Depois de sua morte, Raul permaneceu entre as paradas de sucesso. Foram produzidos vários álbuns póstumos, como O Baú do Raul (1992), Metamorfose Ambulante (1993), Documento (1998), Anarkilópolis (2003) e Raul Seixas - Série BIS Duplo (2005). Sua penúltima mulher, Kika, já produziu um livro do cantor (O Baú do Raul), baseado em escritos dos diários de Raulzito desde os 6 anos de idade até a sua morte.

fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Raul_Seixas

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Ou seja, aquela velha história que realmente se concretiza. O brasil (neste caso com "B" minúsculo mesmo) só valoriza o trabalho de alguém quando a pessoa esta a sete palmos debaixo da terra.
Ou vocês acham que os Mamonas estariam no auge ainda hoje?
Não... Seria mais um "cometa marketeiro" usado pelo brasil (de novo com "B" minúsculo).

Acompanhem um vídeo do Raulzito, em plena forma (claro que mamado) e ainda por cima dizendo:
_ Tem gente aí que não é da gente. É foda canta assim. Canta pra tanta gente assim perde o tesão todo!
Esse era o Raulzito.

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Para terminar, uma citação:

"...Ouviram do ipiranga as margens plácidas
de um rio poluído com certeza
e o teu futuro era tão brilhante
gigante pela própria natureza..."

(Ricardo Zimeth - http://www.myspace.com/zimethrock)

Um comentário:

Ligia Gastaldi disse...

Minha admiração pelo Raul sempre foi imensa, não só pelas músicas, mas principalmente pela postura coerente.
Em uma época em que poucos abriam a boca para criticar ele não perdia a oportunidade de falar as verdades em entrevistas.
Mais um ser com coração enorme inconformado com a insanidade do ser humano.
Era uma pessoa iluminada que achou um grande letrista para materializar suas idéias: Paulo Coelho.
E quem imaginaria que Paulo viraria um escritor best seller do esoterismo fantasioso, né?
Salve Raul...sempre!!!